19 jan 2012

Get off the computer

Post por Juli às 00:29

Imagem que AMEI, via Tumblr

Conversando com a Cris esses dias falamos sobre o quanto estar conectado 24 horas atrapalha o rendimento de qualquer coisa, principalmente do trabalho e da criatividade. Alguns dias é tanta informação ao mesmo tempo que ficamos até tontos, não é? Você entra no Twitter e Facebook pela manhã e existem centenas de pessoas falando e opinando sobre estupro em BBB, Luiza no canadá, PIPA e SOPA (!!), animais abandonados,  entre tantos outros assuntos, são comentários raivosos, engraçados, vezes deprimidos, vezes entusiasmados, e você ali que nem sabe quem é a Luiza e nem tem assistido BBB fica boiando (que gíria mais anos 90, haha) e tentando entender, para, quem sabe, emitir uma opinião também, que provavelmente (e falo por mim muitas vezes) vai ser rasa, afinal nem dá tempo de se aprofundar em algum assunto, se a gentedemora demais pra comentar perde o bonde.

E não entendam mal, não é que comentar todos os assuntos seja ruim nem nada, não estou criticando ninguém, mas na minha vida em 2012 gostaria de ter mais tempo para outras coisas além da internet. É claro que já faço muito offline, mas sinto que ainda preciso me afastar mais quando necessário, por isso decidi tentar ficar os finais de semana sem internet, tentar me dedicar a alguma coisa, começar e terminar, sabe? A nossa geração tem essa mania de fazer mil coisas ao mesmo tempo, mas sejamos sinceros, quantas delas terminamos? Quantas delas realmente conhecemos a fundo? De quantas coisas ou assuntos podemos emitir uma opinião de quem realmente sabe o que fala? Essa superficialidade toda as vezes incomoda, as vezes torna relacionamentos desconfortáveis. E principalmente, atrapalha na caminhada para a conquista de um sonho.

Vejo ilustrações lindas e gostaria de aperfeiçoar meu traço, vejo receitas deliciosas e desejo cozinhá-las para minha família, vejo milhares de fotos inspiradoras e penso que gostaria de ter uma vida inspiradora também, mas essas coisas acontecem offline! Para conhecer pessoas e dominar algum assunto é preciso tempo e dedicação, e cada vez mais me convenço de que o melhor pra vida é selecionar, as vezes me pergunto: preciso MESMO saber quem é a Luiza e entrar na brincadeira? Aonde isso vai me levar? O que vai me agregar? E não, não acho que tudo precisa ter um sentido, de vez em quando é legal brincar e rir junto, ver um vídeo besteirol, comentar o último assunto… mas não sempre, não toda hora! Filtrar as informações é bom, ajuda a nos fazer pessoas menos ansiosas e valoriza aquilo/aqueles que nos fazem bem.

E esse post termino com um trecho do livro O Pequeno Príncipe, o encontro do princepezinho com a raposa sempre me comove, porque é tão verdade e tão real, essa raposa sabia das coisas. ;)

A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me !

E voltou, então, à raposa :

- Adeus, disse ele…

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

O essencial é invisível para os olhos, repetiu o príncipezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez tua rosa tão importante.

 

 

16 jan 2012

Business girls: Amanda Costa, fotógrafa

Post por Juli às 21:29

Os posts ficaram escassos na semana que passou por conta da correria para fotografar e arrumar a lojinha para colocar no ar ainda por esses dias! Estamos nos divertindo muito, mas o dia poderia ter umas 36 horas pra conseguir dar conta de tudo! Agora falta pouco! :D

E hoje é dia da série Business Girls de novo! A entrevistada é uma menina que fez parte da old school blogueira na internet, haha, conheço a Amanda Costa virtualmente desde meados de 2001/2002… gente! Agora ela é fotógrafa e está sendo um prazer ver o crescimento dela nessa profissão, espero que gostem da entrevista e das fotos lindas que ela faz.

- Fale um pouco da sua história e como decidiu começar a fotografar.

Bom, eu me formei em Direito e sou advogada em um Banco de Desenvolvimento há três anos. Pode parecer nonsense para alguns, mas eu sei que muita gente vai me entender: o trabalho é ótimo, mas há sempre uma outra parte de mim que fica insatisfeita nele. É a minha parte mais empreendedora, mais criativa e artística. A racionalidade trabalhava, mas a sensibilidade sentia falta de algo só seu, entende? E isso acontece com muita gente, porque temos aquela vida-modelo na cabeça, onde só podemos ter um interesse profissional, um trabalho. Isso é loucura, você é um milhão de pessoas em uma só – porque precisa ter apenas um trabalho?!

- Você sempre sonhou em ter um pequeno negócio? Em transformar a fotografia em profissão?

Sempre gostei de empreender, assumir riscos e gerenciar projetos – e acho que isso é essencial para quem quer ter seu próprio negócio. A fotografia chegou como hobby na minha vida, eu comecei a fazer vários cursos sobre o tema, mas ela me completava tanto, trazia tanto prazer à minha vida que eu cheguei a pensar: ‘eu quero fazer isso todos os dias da minha vida’. Não é assim que deveríamos pensar sobre nosso trabalho? Foi aí que me liguei: tá aí a resposta que eu precisava para me sentir mais inteira.

- Algumas pessoas têm vontade de vender suas criações/serviços, mas acabam com medo de ter um negócio e não dar certo. Como você lida com isso? Alguma dica para quem está começando ou pensando em virar fotógrafo?

Sentir insegurança é bem normal no início. Mas tem outra coisa que influencia a insegurança inicial: muita gente pensa em virar fotógrafo profissional porque gosta de tirar fotos, simples assim. Vamos lá: depois você descobre que tem que fazer mil cursos, ler vários livros diferentes, correr atrás de portfólio e investir grana, muita grana, para estruturar sua marca, comprar equipamento e divulgar seu trabalho. Isso tudo leva tempo, mas quanto mais você tiver conhecimento e disciplina para correr atrás do que você quer, mais rápido consegue alcançar resultados. Recomendo fortemente que a pessoa tenha noção do business da fotografia. Há vários artigos sobre o tema, tanto em livros, como na internet. Procurem os artigos do Vernaglia, por exemplo. Um livro que comprei e recomendo é o “Professional Business Practices in Photography”, da ASMP (American Society of Media Photographers).

- Qual a sua rotina de trabalho? E como funciona cuidar de um negócio próprio, ter um blog, dar atenção para a família, algum segredo para dar conta de tudo?

Ih, nem pergunta, ahah! Graças a Deus, eu tenho um marido maravilhoso, que entende como eu me sentia antes da fotografia entrar na minha e como eu me sinto hoje com ela. Eu preciso também dos puxões de orelha dele para descansar e fazer outras atividades, senão só durmo umas 4 horas por noite… :)

- E o que te mantém inspirada para continuar fotografando?

Foi a pergunta mais simples de responder! Quando eu chego em casa, vejo as fotos no Mac e percebo toda a emoção que tá ali, contida naquele registro de segundos. Tem dias que eu chego a chorar na frente do computador de tanto que eu me emociono. Registrar os momentos de amor e alegria das pessoas é algo indescritível.

Site da Amanda
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11 jan 2012

Sabor de menta

Post por Juli às 22:23

Hoje o dia não foi dos melhores, é muito ruim quando projetos que estão a mil esbarram em contratempos, é aquele balde de água fria que desanima um pouco. Mas é claro que com o meu jeito Pollyana de ser não fiquei muito tempo cabisbaixa, depois de ficar um pouco chateada e pensativa, comecei a procurar soluções para essas barreiras, e graças a Deus estou encontrando. Ontem a Cris e eu havíamos saído para comprar “equipamentos” de fotografia (um rebatedor conta?) e outras coisas para a lojinha, então ficamos muito animadas, e é assim que quero continuar. :)

Como fazia tempo que não postava inspirações de decor, resolvi fazer um post com a minha cor favorita ultimamente (porque a gente muda, né?), o verde menta, vai dizer que agora no verão não é uma cor inspiradora? Já foi o queridinhos dos esmaltes e agora está nas decorações, dos tons de verde é o meu favorito! O que mais gostei foi a última mesinha/porta revistas, é discreto e dá uma vida na decor dessa sala… Agora uma observação, vejo muitos pisos brancos nessas casas gringas, mas comigo não funcionaria, gente, basta um fio de cabelo no chão e parece que está tudo sujo, haha.

imagens retiradas do Pinterest

09 jan 2012

Business Girls: Samandra da Kandis Design

Post por Juli às 20:48

Como já disse em posts anteriores, amo negócios independentes e pequenas marcas que vendem produtos diferenciados, geralmente feitos com carinho para um cliente que não está só pensando em consumir, mas que se identifica com a marca e gosta de comprar coisas que tenham a sua cara! Também já disse que a Tanlup é um dos meus lugares favoritos de compras na internet, é incrível o que se pode encontrar por lá! E como eu mesma estou prestes a inaugurar uma lojinha online (junto com a Cris), resolvi começar uma série de posts no blog mostrando meninas/mulheres que também têm seus pequenos negócios, como lojinhas, ilustradoras, fotógrafas… achei bacana tentar mostrar que é possível sim colocar o talento e a criatividade em prática, mostrar que ter um negócio próprio não é um bicho de sete cabeças mas requer dedicação e muito amor pelo que se faz, e principalmente, que no final do dia é muito gratificante realizar sonhos!

Não por acaso o empreendedorismo está em alta, o Fantástico tem feito várias matérias sobre isso e quem pode assistir ou assinar a revista do programa PEGN vale muito a pena, pois eles mostram que é ser dono de uma pequena empresa é algo real! Na internet indico muito o Assim, Sim!, um blog maravilhoso e cheio de dicas para quem está querendo empreender, além do blog da Tanlup, é claro.

E para começar a série convidei a Samandra, que é dona da loja Kandis Design, para responder algumas perguntas, já acompanho o blog dela faz algum tempo e é cheio de inspirações:

- Fale um pouco da sua história e da Kandis Design.

Nasci em Lages (SC), e vivi boa parte de minha infância lá. Nesses meus 24 anos já morei em sete cidades e três estados diferentes. Junto com a família foram quatro cidades (incluindo a que nasci), e quando tinha 19 anos fui morar em Florianópolis, sozinha. Em Floripa precisei escolher o que eu iria estudar para ser a minha profissão. Estava firme com a ideia de fazer fisioterapia. Nada e ninguém me tirava da cabeça essa minha escolha. Porém quando estava prestes a me matrícular, acabei desistindo. Fiquei um tempo sem rumo, achando que nenhuma profissão era pra mim. Pegava listas de cursos das faculdades e ia assinalando as que não me interessava, e quando via a maioria estava assinalada!

Então conheci Bruno, começamos a namorar, fui morar em Campinas, cidade onde ele nasceu, e em poucos meses nos casamos. Voltei a pensar em faculdade, e nos cursos disponíveis. Mais um tempo difícil, de ansiedade e angustia por não saber ao certo o que fazer. Pensei então em dar continuidade em um curso que fiz de Web Design, tinha as opções de programação e design gráfico. Optei pelo design gráfico, e ao longo do tempo foi se confirmando que tinha escolhido o melhor pra mim. Comecei a amar o que fazia, e pra mim isso é o mais importante.

O blog Suffix Abuse, foi um dos primeiros que conheci e a partir dele um zilhão de outros blogs, que me despertaram para esse mundo colorido, belo, e cheio de inspirações. Acompanhava esses blogs e sempre pensava como queria compartilhar essas coisas em meu idioma. Então em agosto de 2008 nasceu o blog Kandis Design. E a partir desse momento, usei o nome nos trabalhos que fazia.

- Você sempre sonhou em ter um pequeno negócio? Como descobriu que gostaria de fazer isso?

Escolhi o curso na faculdade já com esse foco de futuramente ter meu próprio negócio. Quero ser mãe e poder cuidar de meus filhos, e essa profissão permite isso. O desejo se fortaleceu mais ainda quando comecei a fazer alguns trabalhos freelance enquanto trabalhava em outra empresa. Percebi que era mais feliz fazendo coisas para os meus clientes, e tinha mais abertura de fazer as coisas com o meu estilo e não a do meu superior. Fiz vários trabalhos enquanto estava trabalhando, e isso me ajudou a lidar com clientes, criar algo do começo ao fim, e gostei disso. Com a mudança para São Paulo, as coisas se anteciparam, e consegui mais tempo para o meu próprio negócio.

- Algumas pessoas têm vontade de vender suas criações, mas acabam com medo de ter um negócio e não dar certo. Como você lida com isso? Alguma dica para quem está começando ou pensando em empreender?

Medo é algo natural que acontece quando estamos começando. Ficamos ansiosos para saber qual vai ser a opinião das pessoas, se nosso produto vai vender, se vão querer nossos serviços. Para aqueles que tem medo de se expor direto na internet, uma sugestão é primeiro fazer alguns serviços para parentes e amigos, e depois de ver a aceitação deles divulgar por aí. Também acho importante antes de largar tudo para montar seu próprio negócio, tentar trabalhar em um emprego com remuneração garantida junto com seu negócio, assim você pode ver a aceitação das pessoas, e caso não der certo, você não perde nada.

- Qual a sua rotina de trabalho? E como funciona cuidar de um negócio próprio, ter um blog, dar atenção para a família, algum segredo para dar conta de tudo?

Realmente não entendo como consigo dar conta de tudo! Tento me organizar, mas sei que ainda tenho muito à melhorar com isso.

Trabalho: Acordo cedo, e depois de cerca de meia hora começo a trabalhar. Tenho na minha agenda todos os compromissos marcados, e isso me ajuda a me planejar com as coisas que tenho para fazer.

Blog: Quando estou lendo um blog e gosto da postagem, deixo marcada (se for no Google Reader), ou então salvo nos meus bookmarks. Assim quando vou fazer uma postagem é mais fácil, pois já tenho uma boa quantidade de conteúdo esperando para ser postado.

Casa e família: Deixo as tarefas de casa para fazer no fim do dia, quando já estou com a mente cansada, e fazer as coisas de casa, por mais que pareça estranho, me ajuda a descansar (a mente, não o corpo, rs!).

Gosto de fazer assim porque durante o dia estou cheia de empolgação e com o corpo descansado para trabalhar, o que ajuda muito para a criatividade fluir. E depois disso, quando Bruno chega do trabalho jantamos assistindo à um seriado. Tento também deixar as coisas do trabalho resolvidas durante a semana, para que não precisar trabalhar no fim de semana e assim passar esse tempo com ele.

- E o que te mantém inspirada para continuar criando?

Sou bastante observadora, por isso, qualquer coisa que eu faça, ou lugar que vou me inspiram de alguma forma. Encontro também muita coisa inspiradora em blogs e no Pinterest. Eu sou um pouco viciada em trabalhar, mas tento me controlar, porque sei da importância de momentos de descanso e lazer para renovar as ideias.

produtos da Kandis Design

Blog da Kandis Design
Loja na Tanlup
Twitter

07 jan 2012

inspiração do dia: flores!

Post por Juli às 18:55

Pin up tatuada + Arte da Katie Daisy